Cirurgia de redução de estômago
eleva expectativa de vida
Postado em 14 de setembro de 2007 @ 4:36 pm publicado em Divulgação científica
Cirurgia bariátrica realizada em Minas Gerais tem resultados equiparados a médias nacional e internacional, tanto para perda de peso quanto para melhora das doenças associadas, mas especialistas não recomendam como principal opção para questões estéticas.
Pesquisa de doutorado, realizada com 193 pacientes com até cinco anos de pós-operatório da cirurgia de redução de estômago (Bypass gástrico ou cirurgia de Capella), que é autorizada pelo Ministério da Saúde para atendimento pelo SUS, comprovou a eficiência da cirurgia em Minas Gerais, equiparável aos grandes centros mundiais.
Desenvolvida no Hospital das Clínicas da UFMG, a pesquisa, que avaliou indivíduos operados entre 1998 e 2005, também comprovou que a perda de peso e a melhora das doenças associadas foram semelhantes à média nacional, com exceção da anemia.
[1] A conclusão é de Maria de Fátima Haueisen Sander Diniz (foto), professora do Departamento de Clínica Medica da Faculdade de Medicina da UFMG (CLM), em sua tese “Aspectos clínicos e metabólicos de pacientes obesos do Sistema Único de Saúde submetidos a operação de Capella no Hospital das Clínicas da UFMG”, defendida em agosto, dentro do Programa de Pós-graduação em Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, orientada pela professora Valéria Maria de Azeredo Passos (CLM).
Segundo a pesquisadora, os melhores resultados quanto à perda de peso foram observados até o segundo ano de seguimento. Depois desse período, há tendência de readquirir peso, pois, geralmente, há maior tolerância à ingestão de quantidade maior de alimentos.
“Entre 50 pacientes que completaram cinco anos da operação, houve, entre o segundo e o quinto ano, reaquisição de peso de 8,1 ± 5,7 kg, o que significou redução significativa da percentagem do excesso de peso perdido”, explica.
O controle da hipertensão nos dois primeiros anos foi mais significativo. Passado esse período, a doença tende a voltar, porém, com quadro clínico menos intenso do que no pré-operatório.
“Com a perda significativa de peso, também houve considerável redução da prevalência dos problemas associados à obesidade (as chamadas comorbidades, como diabetes, colesterol, triglicérides e ácido úrico elevados) até o quinto ano de acompanhamento dos indivíduos”, afirma Maria de Fátima.
DEFICIÊNCIAS
Se comparados os resultados com os de outros países, houve aumento dos casos de deficiência de proteína e de anemia. A autora interpreta que isso possa ser reflexo de influências de contextos sócio-econômicos e culturais, os quais não foram pesquisados. “O acesso aos alimentos e escolhas alimentares individuais, por exemplo, não foram avaliados”, diz.
Esses fatores talvez possam explicar a maior mortalidade. A média da mortalidade nos casos estudados foi de 4,1%, até o primeiro ano de pós-operatório, enquanto a mundial é inferior a 2%.
Segundo a autora, a mortalidade não foi tão diferente do registrado em outros lugares no Brasil e até em outros centros mundiais. “Um estudo realizado no HC de São Paulo, por exemplo, registrou mortalidade de 3,1%. A mortalidade de pacientes do Medicare, equivalente ao SUS nos Estados Unidos, foi de 4,6%”, afirma.
“Outras causas que levam à diferença de resultados talvez sejam as características da população, com elevado Índice de Massa Corpórea (IMC) e presença de muitas doenças associadas, no pré-operatório”, declara Diniz, segundo quem a média do IMC dos pacientes antes da cirurgia foi de 52,7kg/m2, que é considerado superobesidade em pessoas adultas.
“Esse pode ser um dos fatores que levou à alta mortalidade”, esclarece.
As doenças associadas também podem ter contribuído. Dos pacientes acompanhados, 63,2% possuíam hipertensão arterial, 23,8% apresentavam quadro de diabetes mellitus e 5,2% tinham anemia antes da cirurgia.
DESMISTIFICANDO A MÁGICA
Segundo a orientadora do estudo, professora Valéria Passos, aproximadamente 12% da população adulta brasileira é obesa. Estima-se em 0,7% a prevalência de obesidade mórbida na população urbana das grandes capitais brasileiras, o que equivale a aproximadamente 322.000 obesos mórbidos.
“A cirurgia não pode ser encarada como solução milagrosa de emagrecimento. O paciente deve ter em mente a importância da mudança de hábitos no pós-operatório, para que se evite o ganho de peso”, completa a orientadora.
A autora, por outro lado, destaca que, para grau mais elevado de obesidade, na maioria das vezes, o tratamento clínico é ineficaz, mesmo por médio e longo prazo. “Há limitações causadas pela obesidade grave. É muito difícil, por exemplo, a pessoa praticar exercícios físicos. A cirurgia torna-se, muitas vezes, a melhor solução”, afirma.
E engana-se quem pensa que a cirurgia tenha objetivos estéticos. “Ela é realizada para reduzir a mortalidade, já que a obesidade grave reduz a expectativa de vida, principalmente em pessoas mais jovens”, alerta a autora, para quem é necessário desmistificar a idéia de que a cirurgia é mágica. “Tem que haver responsabilidade por parte do paciente. O milagre não é só a cirurgia, e sim a possibilidade de mudar hábitos”, resume.
CUIDADOS NO PÓS-OPERATÓRIO
Ambas chamam a atenção para o fato de que o tratamento do obeso mórbido é um trabalho em equipe desde a fase pré-operatória, continuando no pós-operatório. “Além do cirurgião, há profissionais de diversas áreas envolvidos: endocrinologia, nutrição, psicologia, psiquiatria, neurologia, entre outros”, afirma Diniz.
Ela garante, porém, que a maior parte do sucesso depende do paciente. “Sem o comprometimento e acompanhamento adequados, outros problemas podem surgir, como deficiências nutricionais e alcoolismo, ou retornar. Quando se readquire peso a tendência é o reaparecimento das doenças associadas à obesidade”, reforça.
Fazem parte das recomendações pós-cirúrgicas a prática de atividades físicas, a continuidade de dieta estabelecida pelo nutricionista, acompanhamento psicológico e o uso contínuo de polivitamínicos. Há ainda necessidade de consultas periódicas e reuniões mensais de nutrição. “É uma pena que a maioria não se envolvam adequadamente e só retornem ao consultório quando há algum problema”, lamenta. “Não é uma questão de manter peso, e sim, de manter saúde”, conclui Diniz, otimista.
SERVIÇO
Tese de Doutorado
Aspectos clínicos e metabólicos de pacientes obesos do Sistema Único de Saúde submetidos à operação de Capella no Hospital das Clínicas da UFMG
Programa de Pós-graduação em Clínica Médica
Autora: Maria de Fátima Haueisen Sander Diniz
Banca Examinadora: Profa. Valéria Maria de Azeredo Passos (Orientadora).
Profª. Ana Lúcia Cândido. Prof. Paulo Roberto Savassi Rocha. Profª. Isabela Martins Bensenor (USP). Prof . Joel Faintuch (USP).
Data da Defesa: 2 de agosto de 2007
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